Dra. Luísa Vieira Souto — Mastologista
Quando procurar

Quando procurar uma mastologista? 10 sinais de alerta e a idade certa

Saiba quando é hora de marcar consulta com mastologista — por sintomas, por idade ou por histórico familiar. Guia prático baseado em diretrizes brasileiras.

Dra. Luísa Vieira Souto · Mastologista · · Revisado em 09 de abril de 2026 · 6 min de leitura
Resumo rápido
  • Idade: rastreamento com mastologista a partir dos 40 anos para mulheres sem fatores de risco; antes se houver histórico familiar.
  • Por sintoma: procure assim que notar nódulo, alteração de pele, retração do mamilo, saída de secreção, dor persistente ou assimetria nova.
  • Por exame: sempre que o laudo de mamografia ou ultrassom trouxer BI-RADS 3, 4, 5 ou 6.
  • Por histórico: se a mãe, irmã ou filha teve câncer de mama — especialmente antes dos 50 anos.
  • Mastologista ≠ ginecologista: para dúvidas específicas sobre a mama, a mastologista é a especialista certa.

Mastologista: a especialista da mama

A mastologia é a especialidade médica dedicada ao cuidado integral das mamas. Cuida tanto de condições benignas (nódulos, cistos, mastite, dor mamária, alterações fibrocísticas) quanto do rastreamento preventivo do câncer de mama, e também do acompanhamento oncológico quando há diagnóstico confirmado.

Muita gente pensa que mastologista “só trata câncer”. Não é verdade: a maior parte dos atendimentos é de condições benignas, rastreamento e tranquilização de quem encontrou um achado em exame de rotina.

Quando procurar — por sintomas

Qualquer sintoma abaixo merece consulta com mastologista, idealmente dentro das próximas semanas (ou antes, se houver sinais mais preocupantes):

1. Nódulo palpável na mama ou na axila

Novo caroço, mesmo pequeno, mesmo indolor, mesmo parecendo mover-se — merece avaliação. Entenda quando um nódulo merece preocupação.

2. Alteração da pele da mama

Vermelhidão persistente, pele com aspecto de “casca de laranja”, abaulamento, retração ou espessamento.

3. Retração do mamilo

O mamilo passa a “puxar para dentro” quando antes era normal.

4. Saída de secreção pelo mamilo

Especialmente se:

  • É espontânea (sai sem apertar)
  • Ocorre em uma única mama
  • É sanguinolenta ou de cor escura
  • Sai de um único ducto

Secreção bilateral, leitosa, provocada pelo aperto — geralmente é benigna, mas vale avaliar.

5. Dor mamária persistente

Dor cíclica (relacionada ao ciclo menstrual) costuma ser benigna. Dor persistente, localizada, de um lado só ou que acorda à noite merece investigação.

6. Assimetria nova entre as mamas

Diferença visível no tamanho ou formato que não existia antes.

7. Alterações no mamilo

Descamação, crosta, eczema persistente no mamilo ou aréola — pode ser dermatite, mas também pode ser sinal de doença de Paget (forma rara de câncer). Não ignore.

8. Calor, vermelhidão e dor aguda

Pode ser mastite (infecção). Precisa de avaliação e tratamento, às vezes com antibiótico. Mais sobre mastite.

9. Histórico recente de trauma na mama com nódulo residual

Pode ser hematoma ou cisto oleoso — geralmente benigno, mas deve ser acompanhado.

10. Resultado alterado em exame de imagem

Qualquer laudo de mamografia, ultrassonografia ou ressonância com BI-RADS 3 ou acima é indicação de consulta. Leve os exames e o CD de imagens para a consulta.

Quando procurar — por idade (rastreamento preventivo)

Rastreamento é quando você faz exames sem ter sintomas, para detectar eventuais alterações antes que causem problemas. No Brasil, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) é:

IdadeRecomendação
20–39 anosAutoexame mensal + exame clínico pelo médico anualmente. Consulta mastológica se houver sintoma ou fator de risco.
40–49 anosMamografia anual + exame clínico. Consulta com mastologista pelo menos uma vez para avaliação individualizada.
50–69 anosMamografia anual + acompanhamento com mastologista.
70+ anosIndividualizar conforme estado geral e expectativa de vida.

Observação: o Ministério da Saúde brasileiro recomenda mamografia a cada 2 anos entre 50 e 69 anos. A SBM defende rastreamento anual a partir dos 40. A conduta ideal é individualizar conforme fatores de risco.

Quando procurar — por histórico familiar

Mulheres com história familiar forte de câncer de mama devem procurar mastologista mais cedo:

  • Mãe, irmã ou filha com câncer de mama antes dos 50 anos
  • Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama em qualquer idade
  • Parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
  • Parente homem com câncer de mama
  • Histórico familiar de câncer de ovário + mama
  • Ascendência judaica asquenazita
  • Mutação genética conhecida na família (BRCA1, BRCA2, PALB2, TP53)

Nesses casos, o rastreamento pode começar 10 anos antes da idade em que o parente mais jovem foi diagnosticado, e pode incluir ressonância magnética além da mamografia.

Quando procurar — por exame alterado

Sempre que você receber um laudo com uma das classificações abaixo, agende consulta com mastologista:

  • BI-RADS 0: exame incompleto — precisa de complementação
  • BI-RADS 3: provavelmente benigno — merece acompanhamento semestral
  • BI-RADS 4: suspeito — biópsia indicada
  • BI-RADS 5: altamente suspeito — biópsia obrigatória
  • BI-RADS 6: malignidade confirmada — plano de tratamento

BI-RADS 1 e 2 geralmente não exigem consulta mastológica se você já tem acompanhamento de rotina com ginecologista. Leia mais sobre BI-RADS.

O que esperar da primeira consulta

A primeira consulta com a Dra. Luísa Vieira Souto envolve:

  1. Anamnese completa — história menstrual, gestacional, uso de hormônios, histórico familiar, sintomas atuais, exames anteriores.
  2. Exame clínico das mamas e axilas — inspeção e palpação cuidadosas.
  3. Análise dos exames que você trouxe — mamografia, ultrassonografia, ressonância (em CD, pendrive ou PDF).
  4. Plano de ação — se tudo estiver normal, rastreamento de rotina. Se houver alteração, exames complementares ou biópsia.
  5. Tempo para dúvidas — a consulta particular permite espaço para perguntas sem pressa.

Mastologista × ginecologista × clínico geral

Muita gente faz a avaliação inicial com o ginecologista e, quando há algo específico, é encaminhada para a mastologista. Isso funciona bem na maioria dos casos. Mas em algumas situações, ir direto à mastologista economiza tempo:

  • Você já tem um achado específico (nódulo, secreção, laudo alterado).
  • Você tem histórico familiar forte.
  • Você já está em acompanhamento por alteração prévia.
  • Você quer uma segunda opinião sobre um exame.

Em resumo

Procure uma mastologista:

  • Por sintoma: qualquer alteração nova nas mamas.
  • Por exame: BI-RADS 3 ou acima.
  • Por idade: rotina a partir dos 40 anos.
  • Por histórico familiar: antes, se há risco genético.
  • Por tranquilidade: se você está ansiosa e quer uma avaliação especializada, isso já é motivo suficiente.

A detecção precoce continua sendo a estratégia mais eficaz contra o câncer de mama. E tranquilidade, para condições benignas, é parte do cuidado.

Fontes

Perguntas frequentes

Com quantos anos devo procurar uma mastologista pela primeira vez?
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda consulta com mastologista a partir dos 40 anos para mulheres sem fatores de risco, como parte do rastreamento preventivo. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, ou com alterações em exames, devem procurar antes — independentemente da idade.
O que o mastologista faz na primeira consulta?
A primeira consulta envolve: conversa sobre histórico pessoal e familiar, exame clínico das mamas e axilas, avaliação de exames anteriores (se houver) e, quando necessário, solicitação de mamografia ou ultrassonografia. A consulta geralmente dura entre 30 e 60 minutos em atendimento particular.
Mastologista atende só câncer?
Não. A mastologia cuida de toda a saúde da mama — nódulos benignos, cistos, fibroadenomas, mastite, dor mamária, alterações de pele e mamilo, saída de secreção, rastreamento preventivo, orientação sobre risco familiar, acompanhamento pós-tratamento oncológico e muito mais.
Posso ir ao mastologista sem encaminhamento?
No atendimento particular, você pode marcar consulta diretamente, sem necessidade de encaminhamento. Mesmo para reembolso no convênio, a maioria dos planos não exige guia ou encaminhamento para especialistas.
Qual a diferença entre ginecologista e mastologista?
O ginecologista cuida da saúde feminina como um todo (útero, ovários, mamas, saúde sexual). A mastologista é especializada exclusivamente em doenças da mama. Para achados específicos nas mamas, o mastologista oferece avaliação mais aprofundada e é o especialista certo para investigar nódulos, laudos alterados e fazer acompanhamento oncológico.

Precisa de avaliação mastológica?

A Dra. Luísa Vieira Souto atende em Nova Iguaçu e na Barra da Tijuca.

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